Tuesday, March 08, 2011

TOY DOLLS em POA. Setembro/2010



Pois bem, Porto Alegre tem-se mostrado um ótimo lugar para shows... nacionais e gringos...

Sabe aquela banda que ninguém conhece e quando conhecem torcem o nariz? Pois bem, conheci o Toy Dolls há uns vinte anos com "Bare Faced Cheek"... Aquela introdução com Material Girl é excelente... Tenho todos os álbuns lançados no Brasil, Dvds importados, praticamente toda a discografia em MP3; pois é, as músicas viraram "arquivos"...
Eis que os caras aparecem aqui perto de casa pra tocar no Opinião ao módico preço de R$ 40,00 (quarenta pila!!!) por tíquete... dá pra acreditar?
Fui, me realizei e cá estou... Fistcuffs in Frederick Street, Queen Alexandra blá blá..., Dougy Giro, Glenda and The Test Tube Baby, She Goes to Finos... táva tudo lá...
Ainda vou de novo... Onde quer que estejam, eu vou... de novo e de novo... Não é um show, é uma festa... com várias músicas pancadas... com um vocalista/guitarrista que é uma personalidade à parte...
Vale a pena, vá, voe, procure, pague, pule o muro, faça como puder, mas um show do Toy Dolls é algo único. Uma das melhores coisas a ser fazer antes de morrer, podem ter certeza...

Sunday, March 06, 2011

Megadeth em POA - Abril/2010.

Sabe aquelas coisas que você sonha e sabe (ou acha que sabe) que nunca irão acontecer? Pois bem, tenho uma lista de "shows a ir antes de morrer"... Lá circulam nomes como Slayer, Bad Religion, Pearl Jam, Napalm Death e uma penca de gente... A lista "a ir" já está menor do que a lista "já vistos". E o Megadeth fazia ponta por lá... Mas, tipo assim, uma ponta que se julgava impossível de alcançar... até o Michael Jackson andou e o Cisne Negro ainda anda por lá...

Dei liga, Dave Mustaine e cia vieram a Porto Alegre justamente na turnê comemorativa do "Rust In Peace". Sabe o que é isso? Caralho, velho... muito foda... foda mesmo...

O Pepsi on Stage é um lugar pequeno e tratei de comprar ingresso pra área vip pra ver os caras bem de perto e curtir muito. Não deu outra! Banda de abertura perfeita: a Distraught fez um show no melhor estilo Thrash Metal "das antigas" e aqueceu a galera.





E então começaram um a um os membros do Megadeth a entrar no palco e sir Dave Mustaine aparece tal qual sempre lembrei: camisa branca, munhequeira, cinturão de bala, flying V... Enfim... tudo perfeito! No final algumas pessoas comentaram o que o som táva baixo, nem notei...


Na fila conheci uma galera gente boa demais: O F.U.G.A. e o Marcelo Ilges.

Grande abraço e até a próxima!







Agora só falta ver o Napalm Death, o Bad Religion, o Cisne Negro...

Metallica em Porto Alegre.

Em janeiro de 2010 pude presenciar uma verdadeira hecatombe de metal...
Despretensioso que estava - achei Death Magnetic um álbum ruim - comprei meu ingresso e um lugar na van apenas dois dias antes do show de James e cia no Parque Condor na capital gaúcha.
Tamanha surpresa tive quando lá cheguei: como choveu à tarde, o barro era interminável. Para onde quer que fosse, barro encontrava.


Mas quando as luzes se apagam, "The Ecstasy of Gold", telão... "Creeping Death", o início da loucura, da hecatombe, toda a minha despretensão foi-se... o Metallica veio pra quebrar tudo, derrubar paradigmas e empilhar hits como se estivesse tocando na garagem da casa do melhor amigo... Foi assim que me senti: o melhor amigo deles... o mais surpreendente show a que fui; o melhor que sequer imaginei ir. Era isso...



ACDC, eu fui!!!

Como comentado pouco antes do show no Morumbi, os ingressos custaram tanto, a data era tal, etc...
Pois bem, me larguei do interior do RS e lá estive, hospedado no República, visitando a Galeria do Rock e o Museu da Língua Portuguesa.
"Rock and Roll Train" abriu o espetáculo... o entremeio foi majestoso e o granfinale com "For Those About to Rock (We Salute You)".

É o tal do show que dá pra comparar com aquela jogada manjada que o cara sempre repete, todos sabem que ele vai fazer isso e... sempre dá certo! O show do AC DC é assim; ainda bem!
Uma galera de São José do Rio Preto que estava na fila era muito parceira e ajudou a fazer o tempo andar rápido.




E na volta ainda encontrei Herbert Viana no aeroporto...




Enfim....

Tô de volta...

Mais de um ano depois do último post, retorno para o mundo das letras digitais. Volto para fazer do Rockissimo um blog atual, que misturará o lado pessoal com informações deveras relevantes.
Até... Márcio Rockissimo

Saturday, September 26, 2009

ANGUS E TURMA...

Ao que parece, tudo certo...
Pequeno mapa, valores dos ingressos e onde comprá-los...
Black Ice é um baita álbum – e mesmo que não fosse, a ida ao show dos caras já valeria pela velharia (rimou)...
Te liga aí...
Ingressos:
Pista Normal: R$ 250,00
Cadeira Superior laranja: R$ 300,00
Cadeira Superior Azul: R$300,00
Cadeira Inferior Azul: R$250,00
Arquibancada Azul: R$ 170,00
Arquibancada Especial Vermelha: R$ 190,00
Arquibancada Vermelha: R$ 170,00
Arquibancada Laranja: R$ 150,00
Tem ainda uma parada quanto às meias-entradas... Isso você consegue informações no http://www.ingressoja..com.br/
isso aí, excursões já estão sendo montadas e há um zum-zum-zum de que terá show do Skid Row no sábado (28/11) em Sampa também e sei de um povo que vai pra ficar nos dois shows...
Enfim, como havia dito no outro texto, é justo que o show único seja em São Paulo...
Márcio Rockissimo



Friday, September 18, 2009

ACDC NO BRASIL...

E dava pra falar de outra coisa?
ACDC vem ao Brasil dia 27 de novembro e ficará por São Paulo. Morumbi. Acho justo. Maior cidade da América Latina, cidade mais importante do país e que concentra o maior número de roqueiros por metro quadrado no Brasil. É claro que gostaria de vê-los mais perto, mas se tiver que ser um único show no Brasil, São Paulo é a cidade óbvia. Porto Alegre é uma cidade difícil e os eventos, quando rolam, são em lugares menores com pouca divulgação. Além de os estádios quererem preservar sua grama para eventuais jogos decisivos... enfim...
O que vale agora é pegar o calendário, agendar check-in, poupar uma graninha (ou granona) e mandar ver porque uma nova história vai começar na vida de cada um: “Éramos comuns, até que o Angus se vestiu de colegial”, disse Malcolm certa feita. “Éramos comuns, até irmos ao show do ACDC”, talvez digamos depois do show...
Te liga no clipe e no link quanto à venda dos ingressos...

Rock N’ Roll Train
http://www.youtube.com/watch?v=bX2xbqWtyJU

Ingressos
https://tickets.acdc.com/index.php?location=rw

Márcio Rockissimo

Thursday, September 10, 2009

TIPO MÁQUINA DO TEMPO... TODOS OS DIAS...

Sou do tempo que todo o cabeludo era maconheiro e marginal; camiseta de banda era contrabando; jeans rasgado era sinal de pobreza e tênis sujo era sinal de porquice. Sou do tempo dos flyers, dos zines de fundo de quintal e da compra de elepês por carta pelo correio. E dos catálogos pelo correio também... legitimamente ilegais éramos... sou do tempo da “Megaforce” e da “Madhouse” em Porto Alegre. “Exclusive” em Santa Maria, dos Projetos Mosh, da fita k-7, das coletâneas, dos compactos, das minas de preto que CURTIAM realmente o som que faziam parecer que curtiam. Sou do tempo que se aprendia fazendo, como não havia professores capazes de ensinar, cada instrumento era aprendido alone ou with the own band com todos tocando juntos e fazendo o maior barulho. Ninguém sabia o que era uma sétima ou meio-tom abaixo ou acima. E tínhamos uma qualidade que considerava impecável: RESPEITO!! Um respeito mútuo entre os “marginalizados” que fazia com que se curtisse muito som bom e se conhecesse muita banda boa através dos contatos pela Rock Brigade, dos zines de fundo de quintal. As amizades eram sinceras pois todos tínhamos problemas em comum como conseguir aquele disco daquela banda com aquela música... e éramos unânimes em alguns pontos: “Brasil” foi o melhor disco do RDP e Dave Lombardo era o melhor baterista do mundo.



Estou no tempo em que cabeludo tem em qualquer canto; camiseta de banda se faz em casa; jeans rasgado se compra das marcas mais caras e em lojas de grife e tênis sujo custa mais de quinhentos reais. Estou no tempo dos mails, dos sites de relacionamento e dos downloads diários... O que é catálogo mesmo? Legitimamente ilegais somos... Estou no tempo da “Multisom” e do “Carrefour” em qualquer cidade. “Getúlio” em Poa com toda a sua canastrice, dos Projetos Sapucay e Quartaneja, do pen drive de 2 e 4 gigas e seleções mp3, das minas coloridas que não curtem nada além do que a roupa que vestem as faz parecer que curtem. Estou no tempo que se não souber, nem tente; professores existem aos milhões, só se pega banda pronta; cada instrumento deve ser minuciosamente estudado e afinado antes de qualquer together ou with the others band com ninguém se conhecendo e fazendo um som que ninguém gosta; mas sem barulho. Todos sabem o que é sétima, meio-tom acima e abaixo. E procuro seguidamente uma qualidade que considerava impecável!!! E hoje os problemas em comum são: Di Ferrero é mais bonito do que o Victor que é mais lindo do que o Léo...
Hoje tá tudo fácil, o acesso livre e incontrolado talvez fosse o sonho de consumo dos anarquistas, mas o viés é que a facilidade incute em menosprezo e não mais zelo. O suor da conquista foi gradativamente substituído pelo riso da facilidade...
Rockissimo foi zine, programa de rádio, festa e hoje é um blog... o mundo “evolui”... tentarei acompanhá-lo... então: FULL SPEED AHEAD, como diria Kurt Brecht, lembra? O vocalista do D.R.I. Ficou fácil, não?

Márcio Rockissimo

Thursday, August 27, 2009

BLUETOOTH LITERÁRIO E MUSICAL

Há mais coisas entre a música e a letra que nossa vilã consciência possa imaginar... A crítica literária gasta os dias lendo, relendo e categorizando períodos literários, dividindo-os, exemplificando-os dizendo que nessa época se amava mais do que em outra. A rima é mais presente aqui do que ali e muito mais do que acolá. E dizem com certeza absoluta que o “autor quis por que quis dizer isso e aquilo”... É uma espécie de bluetooth literário. Uma espécie de rótulo em estilos musicais. Uma coisa que o pessoal que fazia fanzine há uns quinze anos repelia incondicionalmente. A intenção ao compor é de cada um, sempre foi. Tanto na poesia quanto na canção. Se entendemos o recado, é coisa nossa, afinal o “dono da mensagem” é e sempre será o receptor. Ele entenderá o que quiser, indiferente do se quis realmente dizer. É um dos grandes desafios da comunicação sonora e escrita. Clareza e objetividade ou complicação e subjetividade? Legião Urbana “musicou” Camões; Inocentes fez o mesmo com Vladimir Maiakovski e tudo ficou como está... O que quero afinal? Apenas dizer que a música tem muito a dizer indiferente da época, do idioma e da intenção do seu “criador”... pois assim que a ouvimos e sentimos, podemos distorcer, entender, captar (ou não), destroçar e assimilar as mensagens (quando existirem) ali contidas.
Mago de Oz, Mágico de Oz ou Wizard of Oz é uma turma espanhola que faz um som legal. Li que o estilo deles é folk metal. Que seja! É legal e parece poesia musicada. O baterista é o “cérebro” da banda e faz uns trabalhos legais em carreira solo... “No me digas adios” tem mais de sete minutos e varia muitas vezes dentro desse tempo e o resultado é de um brilhantismo poucas vezes visto por este blogueiro. Exagero? Talvez. Mas foi o que “entendi” indiferente do que Txus di Fellatio quis me dizer...

Márcio Rockissimo

http://www.youtube.com/watch?v=SCg8deIjVfE&feature=related
Monte Castelo – Legião Urbana

http://www.youtube.com/watch?v=2I9t397xV-A
Eu – Inocentes

http://www.youtube.com/watch?v=Z2damveHNoA
No me digas adios – Mago de Oz

Thursday, August 20, 2009

"JÊNIOS DA MÚSICA"

Malcolm McLaren foi uma das principais figuras no meio musical; do meio rock. Conhecido como o “empresário do Sex Pistols”. Até hoje circula por aí que a banda tivesse sido uma fraude, que ninguém tocava nada, que Johnny Rotten cantava tanto quanto um jacaré sabia voar. Que nem Glen Matlock, nem seu substituto, Sidi Vicious, soubessem um acorde sequer! Mas o Sex Pistols foi criado para atingir um objetivo e este foi atingido: transformar a revolta em produto para ser comercializado na mídia. A ponta do iceberg apareceu...
Hoje podemos ver a geleira inteira, se quisermos... o amor, a revolta, a festa, a graça, a dança, o talento – ou a falta de – tudo é produto maquiado de música. Tudo. Como a música é o combustível que abastece a humanidade, temos na música o antídoto e o veneno. O balaio de gatos que virou a música faz-nos rever, inclusive, o próprio conceito de “música”.
Um amigo me mostrou, dia desses, o trabalho de um aluno do segundo ano do Ensino Médio sobre o que seriam as “diferenças entre o punk e o emo”. A “pesquisa” tinha menos de dez páginas e três delas eram dedicadas ao penteado de cada, segundo o trabalho, “movimento”. Achava que o único “movimento” emo fosse o das lágrimas. Os movimentos se dizem culturais – até o são de alguma forma – mas por trás disso temos os empresários, gênios do entretenimento que são como Midas: tocam tudo e querem que tudo vire ouro. Expressões como “metal melódico”, “doom metal”, “sertanejo romântico”, “poppy punk”, “axé music (inglês baiano)”, “hardcore”, “pop rock”, punk rock hardcore lá no alto zé do pinho... ops... enfim, rótulos sempre definiram os gostos musicais (aqui me prendo apenas neles) e o que se tornaria sucesso ou não... pouco se define pelo talento, mas pelo que aparentemente representa para os empresários. Latino, Lacraia, pirriguetes, brasílias amarelas, funks nervosos... e... o Sertanejo Universitário! Ueba... a H1N1 do verão passado agora se espalhou por todos os lados. Universitários, claro... cada vez mais essa turma tá pedindo passagem, assim como farmácia faz propaganda, em 90% dos casos, para velhos, o sertanejo precisou de uma roupagem nova! E quem está no mercado – seguindo a mesma lógica dos 90% das propagandas farmacêuticas – com grana e achando que está com tudo?
Então o “emo” e o “sertanejo universitário” uniram forças para criar mais uma bizarrice: tem uma banda por aí chamada Hardneja Sertacore (o nome, além de mostrar o estilo, escancara que a banda só poderá fazer a mesma coisa até o final da carreira) que assinou com a Arsenal Music do Rick Bonadio (jênio da música) que já nos brindou com Rouge, Mamonas Assassinas e Fresno. Aguardemos, pois agora ninguém mais segura esse chororô... ou seria xororó?